sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O paradoxal bronze do Wanderlei

O paradoxal bronze do Wanderlei
Imagem marcante das Olimpíadas de Atenas em 2004
Olimpíadas de 2004. É quase linha de chegada, e para orgulho de todos nós Brasileiros, tínhamos um compatriota galgando o primeiro lugar.
Faltavam alguns metros quando de repente, do meio daquela multidão que acompanhava a corrida que marcaria a vida daquele corredor, surge uma figura amalucada, com roupa típica escocesa, segurando o brasileiro e tirando dele a vantagem que ele havia conquistado sobre seus concorrentes. O terceiro lugar foi somente o que restou para o pobre do Wanderlei.
Aquele dia, mesmo que só naquele momento, teve a cor da medalha recebida no pódio. Sabe se lá o porquê de não terem dado a premiação ao Brasileiro, uma vez que todos viram que não foi por sua culpa que não obteve êxito em sua corrida. Azar o dele. Será?
Como diz um ditado "nem tudo que reluz é ouro". Sei que talvez ele não caberia aqui, uma vez que somente sobrou uma medalha de bronze para o protagonista dessa história. Mas assim mesmo utilizando esse ditado e substituindo um metal precioso por um de menor importância, poderia dizer que "nem tudo que pareça fosco, escuro sem muito brilho é bronze". Você pode até falar, "mas que comparação mais sem sentido?". Mas eu explicaria com outra pergunta: Quem foi o ganhador da medalha de ouro naquela ocasião? Difícil de responder não é mesmo?
Talvez no país do "campeão", saberiam responder a esse questionamento, mas para a maioria daqueles que assistiram àquele acontecimento, incluindo a nação do "vencedor", saberão apenas dizer que recordam que o ouro seria daquele brasileiro que foi impedido pelo "louco de traje esquisito" de vencer a competição.
Com certeza ele já teria sido esquecido se conquistasse a mais honrosa das três medalhas. Mas afinal de contas, que feito tão grandioso seria conquista-la, uma vez que tantos outros já o fizeram em outras ocasiões.
Melhor é uma quase derrota honrosa, não tendo méritos pelo incidente que a encurralaram na, do que um ouro ganho da forma como aconteceu em Atlanta, nas olimpíadas de 1988.
O velocista norte-americano, Call Lews, era tido como imbatível, uma vez que já tinha comprovado para todos o seu potencial nas pistas de corridas em outras provas. Porém, restou a ele a prata. A vitória ficou com o Canadense Bem Johsonn, que também teve seu nome registrado na história esportiva mundial, mas não pelo fato de ter ganhado o tão almejado ouro olímpico.
Decorridas algumas semanas da competição, o corredor canadiano foi pego no antidoping. O até então “homem mais rápido do mundo” perdeu a sua medalha de ouro, não sendo reposicionado na competição pela qual havia participado. O ouro foi entregue a Call Lews, que dedicou a vitória ao pai morto e quem de fato seria o vencedor.

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